As origens da Exaustão

Hoje iremos debater um pouco sobre cansaço/exaustão juntamente com dois Blogs parceiros, assim será possível observar alguns pontos de vista sobre um mesmo assunto, o que de fato contribui para entender o assunto como um todo.

Os blogs são:

 

http://www.mentecorpoeoriente.blogspot.com.br/2015/02/exaustao-do-normal-ao-patologico-parte-1.html

http://gruposernatural.blogspot.com.br/2014/10/exaustao-e-as-essencias-florais-de-bach.html

 

Podemos dividir o cansaço ou a exaustão em dois tipos básicos, os de origem física e os de origem psicológica.

Os de origem física costumam ser menos prejudiciais a nossa saúde e de fato o cansaço físico de um dia devido a alguma atividade física intensa ou prolongada pode ser até mesmo benéfica. Sentir-se cansado ou exausto (um termo mais utilizado para casos crônicos), significa debatermos sobre gasto e economia de energia, e para solucionar esse problema é necessário entendermos de onde vem à energia.

Para a medicina chinesa a energia é “captada” através da respiração e da alimentação. No quesito respiração não há grandes mistérios, se excluirmos as técnicas especificas de respiração com objetivos específicos (como os pranayamas do yoga). Somente observando a respiração de vez em quando, permitindo que ela flua naturalmente e de preferência na parte baixa do abdômen já conseguimos obter a cota média de energia vital provinda do ar que a população precisa. Porém, por falta de atenção e conhecimento e excesso de informações externas e estresse, grande parte da população “acostuma” com uma respiração incompleta e superficial, e um dos resultados disso é a exaustão.

Na área da alimentação os mecanismos são mais variáveis. Retiramos dos alimentos grande parte da energia que utilizamos, e aqui não nos referimos somente a carboidratos, mas sim a todos os nutrientes que podem existir nos alimentos, pois um corpo harmonicamente nutrido funcionará melhor do que um corpo entupido de carboidratos ou gorduras.

Assim retiramos dos alimentos o que eles possuem, então vamos pensar sobre o que estamos ingerindo, por exemplo, o que será que obtemos ao ingerir um refrigerante, que pouco (sendo otimista) tem a oferecer a nosso corpo?

A quantidade de alimento ingerido também influência, sendo que os exageros de mesa e pouca alimentação ambos contribuem para exaurir as energias do corpo. Sendo que a quantidade de comida deve ser dosada conforme outros fatores como a quantidade de atividade física e sexual da pessoa, pois excessos nessas áreas causam certo desgaste ao corpo. Esse processo pode gerar um ciclo vicioso, uma vez que a alimentação equivocada lesa os órgãos digestores e diminuem sua capacidade de absorver nutrientes/energia. Isso significa que os pacientes que exageravam na alimentação, com seus órgãos lesionados e por isso não absorvendo corretamente, começaram a sentir mais fome que o normal, e se não disciplinarem seus hábitos, continuaram a lesionar seus órgãos internos. Já os pacientes que comem pouco, começaram a ter cada vez mais fome, muitas vezes uma fome que vem de forma incontrolável, porém como seus órgãos internos estão fracos, não suportaram comer muito, sendo obrigados a novamente disciplinar sua ingestão de quantidade e qualidade para gradativamente recuperar a saúde. Nesse caso do ciclo vicioso certamente alcançamos a exaustão, mas em todos os outros citados até o momento provavelmente apenas ficaremos cansados, o que rapidamente pode ser revertido.

Todos citados anteriormente podem ser considerados de origem física.

Mas como ficamos cansados mentalmente? Poderiam perguntar: Se minha energia vem do ar e da alimentação, e esses estão equilibrados, minha mente ficará tranquila?

De fato isso ajudará, pois o físico influencia a mente e vice versa.

Mas nossas atitudes mentais são talvez as que mais consomem energia, e se mal orientadas, desperdiçamos quantidades incalculáveis de energia que poderiam ser utilizadas em boas ações.

Nossa mente é como um fio condutor de eletricidade. Se o material do fio é bom, toda a energia que chegar a ele passará por ele sem danifica-lo ou esquenta-lo. Mas se o material não é um bom condutor, a energia não consegue passar corretamente e isso esquentará o fio e causará danos a ele.

Ou seja, precisamos ser bons condutores!!! Mas para conduzir o que?

Essa é uma pergunta profunda, mas a resposta seria algo em torno de: conduzir a realidade.

E sim, isso tem tudo a ver também com permitir que a vida brote em nós ou Deus, natureza, universo...

Vamos deixar como realidade para exemplificar e não tocar em dogmas.

Conduzir realidade significa por exemplo prestar atenção no que está acontecendo agora, pois o agora é real, o que acontecerá depois, ainda não chegou e não é possível ter certeza que chegará, portanto não é real ainda! Já diziam os budistas que uma mente focada não cansa, e de fato, o foco é importantíssimo se queremos ser produtivos e dispostos. Imagine quanta energia a mente tem que dispersar quando nós pensamos em milhões de coisas ao mesmo tempo! Fica bem mais econômico se pensarmos em somente uma. Então alguém pode perguntar: Mas como isso é possível nos dias de hoje?

Resposta: Isso é igualmente possível em qualquer tempo! Pois só não conseguimos resolver os problemas quando temos outros assuntos entrelaçados a eles, isso significa que se você fica pensando em um problema sem estar vivenciando ele no momento, provavelmente irá associar informações desnecessárias a ele e diminuirá a clareza da mente para resolvê-lo quando chegar a hora. Mas se você pouco pensar sobre ele (isso não significa não pensar, significa aceitar as primeiras ideias e acreditar que irá se sair bem) você não terá tantas informações confusas para nublar as soluções.

Pois bem a atenção é importante ok! Resolvido!

Agora para finalizar falaremos um pouco sobre a ideia de sermos condutores da realidade, o que significa mudar hábitos mentais que vão contra a realidade. E isso nós fazemos muito, quando não aceitamos que algo tenha acontecido. Esse sentimento nasce da ideia equivocada de que existem coisas erradas no mundo. Pense no ditado que diz “há males que vem para bem”, e agora amplie para escala planetária e pronto, bem vindo a terra!

Quando acontece algo em nossas vidas, a qual não gostamos, o ato mental de que aquilo está errado e não deveria ter acontecido ou acha que aquilo lhe faz infeliz, você está justamente agindo mentalmente contra algo que aconteceu, e portanto é realidade. Independente do que tenha acontecido, se está no presente ou passado, é realidade e não pode ser confrontada, pois seria como arrumar briga com o universo! E garanto que qualquer grandalhão irá perder!

OK, isso não significa resignação, isso significa ter em mente que aquilo irá passar (inclusive as coisas boas) e que estou ATENTO observando a vida para aprender!

Pois é no final da história que os problemas são solucionados.

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