As doenças sociais.

As doenças sociais

 

 É difícil de acreditar que a grande maioria das pessoas mesmo vendo a situação lastimável que a sociedade se encontra, continua acreditando e seguindo os valores impostos pela mesma. Nós, que somos essas pessoas, não paramos para refletir se os objetivos, metas e forma de agir na minha vida são realmente minhas ou se eu estou seguindo o que me foi ensinado por alguém que não sou eu, e portanto não entende como eu o que sinto. Será que nós analisamos sinceramente se estamos importando formas de viver? Não só de outros países, pois isso também ocorreu aqui no Brasil, mas importando opiniões de outras pessoas.

Assim a sociedade e a mídia, que possui uma parcela importante sobre isso, valorizam e alimentam valores que são simplesmente insalubres. E fazem isso por motivos obscuros! Sim obscuros e podem ser de duas naturezas. A primeira é aquela ideia de conspiração econômica e empresarial de que através da publicidade eu induzo a população a fazer algo que eu quero, como por exemplo, comprar meu produto ou votar em mim nas eleições presidenciais como estamos vendo no momento. Se isso acontece, o que de fato não posso provar mas também não duvido, seria talvez o maior dos crimes contra a humanidade! Pensar que eu causo sofrimento direta ou indiretamente a muitas pessoas em troca do meu bem estar e do bem estar de poucas, ai meu deus, isso só pode ser grave.

A segunda natureza, não seria tão intencional, mas mesmo assim igualmente desastroso. Seria o caso dessas pessoas que criam e alimentam esses valores não saberem os que estão fazendo. Ou seja, elas agem sem reflexão e praticam ações ou seguem ideias que devido seu alto poder de influencia acabam prejudicando muitas pessoas. Esse segundo motivo, existe inevitavelmente e é chamada de ignorância. Todos nós temos uma parcela maior ou menor dela. O problema piora quando os influentes na sociedade estão repletos da mesma. E vejam bem, a ignorância existe inclusive se considerarmos a primeira natureza citada de pessoas que fazem mal a sociedade intencionalmente. Essas pessoas, mesmo cientes dos prejuízos que causam a sociedade não sabem o que estão fazendo.

E para combater ambos equívocos, das duas naturezas, é simples, basta nós refletirmos por nós mesmos, chegarmos as nossas conclusões e começarmos a viver de acordo com elas.

Como exemplo, citarei somente um exemplo para reflexão, e que talvez seja o mais importante dos temas a refletir. A morte.

Quem foi o ingênuo que criou a ideia de que a morte é uma coisa ruim? E porque nós continuamos sofrendo com isso até hoje? Longe de religiões, eu não saberia convencer ninguém se vamos para o céu, inferno, se tem reencarnação, umbral, ou qualquer coisa desse tipo. Pois eu não sei, e se dissesse saber, estaria importando informações. Mas de uma coisa eu sei! Que basta estar vivo para morrer! Essa é na verdade a única certeza que temos na vida, todo o resto é incerto, mas isso não. Dessa forma, é fácil concluir que a morte é tão natural quanto à vida. E se você gosta da vida, igualmente irá gostar da morte. Se é para ter medo de alguma coisa, ou seja, não ter certeza do que vai acontecer ou se vai acontecer da forma que eu imagino e desejo, não é possível ter medo da morte, pois sobre ela temos certeza. Tudo na natureza passa, perece, se transforma, até as galáxias ou mesmo o próprio universo, como dizem algumas teorias, possuem tempo cronológico limitado. Porque eu, um ser humano, partícula mínima perante a imensidão avassaladora do universo irei contra essa lei que rege tudo? Que inclusive, deve reger a mim também, pois sou parte do universo.

Outros temas interessantes a serem trabalhados individualmente são:

A ideia de que a vida é para ter entretenimento e diversão. A ideia que eu sozinho não posso mudar algo no mundo. A ideia deque preciso de algo para ser feliz. A ideia ou forma de viver que me obriga a ser igual a todos socialmente. A ideia de que eu tenho que ter sucesso.

Nós já somos um sucesso! E esse poderia ser o próximo tema!

Desejo a todos uma boa sorte, boa vida e porque não, boa morte!

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